Com indicados escolhidos para três ministérios da futura gestão, o União Brasil continuará independente no Congresso em relação ao governo Lula (PT), reforçou o líder do partido na Câmara, deputado Elmar Nascimento (BA). Isso significa que o apoio do partido não será automático, mas negociado caso a caso nas votações.
“O partido seguirá independente na Câmara e no Senado”, disse Nascimento. “Os ministros filiados ao partido não foram indicações nem da Executiva e nem da liderança. São indicações pessoais. Não há nenhuma proibição para que algum filiado ocupe cargo. Mas o posicionamento da bancada demostrará a nossa independência”, afirmou.
O União Brasil seria, se tivesse aderido ao governo, o maior partido da base aliada, menor apenas que o PT. A sigla terá 59 deputados e dez senadores.
Três ministérios serão ocupados na “cota” do partido: o deputado Juscelino Filho (MA) será o ministro das Comunicações, a deputada Daniela do Waguinho (RJ) será a ministra do Turismo e o governador do Amapá, Waldez Góes, se licenciará do PDT para assumir o Ministério da Integração Nacional por uma articulação do líder do União no Senado, Davi Alcolumbre (AP).
Internamente, a avaliação da cúpula do União é que o entorno do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conduziu mal as negociações por espaços na Esplanada, o que incomodou lideranças da legenda comandada pelo deputado Luciano Bivar (União-PE). O presidente Lula, continua com as negociações durante toda Quinta-feira (29), outros anúncios devem acontecer no decorrer do dia.
