Averaldo Ferreira da Silva Filho, conhecido como “Averaldinho”, caiu na mão da polícia mais uma vez. No último dia 9 de fevereiro, o traficante, que comandava o tráfico de drogas no Calabar e Alto das Pombas, em Salvador, estava em um condomínio em Guarajuba, na cidade de Camaçari, região metropolitana, quando foi surpreendido por policiais.
O Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) estava em alerta e seu serviço de inteligência já sabia que o traficante baiano tinha endereço em um bairro nobre de uma cidade do estado de São Paulo. Sabia também da possibilidade dele estar no popular destino do Litoral Norte. Para evitar que a “Operação Garrote” acabasse naquele dia sem a captura de um dos seus principais alvos — se não o mais importante —, uma equipe de policiais foi enviada para o estado do Sudeste. A ação foi simultânea.
Em terras paulistas, agentes chegaram até um condomínio de classe médica alta. Na residência confortável, de dois pavimentos, os policiais baianos não o encontraram. O criminoso inclusive sequer era conhecido pela administração do residencial, tamanha discrição que adotou desde que se mudou para lá. Em Guarajuba, no entanto, a operação foi bem sucedida.
Além de liderança do tráfico de drogas, o Averaldinho é um verdadeiro folião. Nas últimas duas vezes que foi preso, por exemplo, estava curtindo festas na Bahia. Em 2010, ele foi capturado na micareta de Feira de Santana, no centro-norte do estado. Já em 2016, foi filmado em cima de um trio elétrico durante o “Arrastão”, na Quarta-feira de Cinzas.
Em maio de 2020, fogos de artifício coloriram o céu da capital baiana. Foram mais de 20 minutos de pirotecnia. O barulho que veio do show de luzes foi tão alto que pôde ser escutado em diferentes bairros. O cheiro da combustão também foi sentido por moradores da Graça, Jardim Apipema e Barra. Era o traficante que comemorava mais uma primavera no Calabar.
Condenado a mais de oito anos de prisão em 2008, o chefão do tráfico obteve liberdade condicional em dezembro de 2013. Morando em São Paulo, sempre que podia, o traficante desembarcava na capital baiana, onde, com muita cautela, participava de eventos. Seus passos, no entanto, eram monitorados pela polícia, que se preparava para agir em um momento oportuno.
