Um grupo de profissionais da educação e participantes do recente processo seletivo do município de Eunápolis manifestou, por meio de uma carta aberta, seu repúdio às condições impostas nesse certame, que têm gerado indignação e insegurança entre os candidatos. A carta, endereçada à Secretaria Municipal de Educação e aos responsáveis pelo processo seletivo, expõe diversas preocupações que refletem o descontentamento da categoria.
Entre os principais pontos de crítica, está o corte da regência de classe, um direito historicamente garantido aos educadores. “Essa medida não apenas desvaloriza a nossa categoria, mas também impacta diretamente a qualidade do ensino oferecido à população”, afirmam os profissionais em sua manifestação. O corte da regência de classe, que representa um complemento financeiro e o reconhecimento do trabalho pedagógico, é visto como um retrocesso alarmante.
Além disso, a carta denuncia a excessiva burocracia enfrentada no processo de inscrição, caracterizada por exigências desproporcionais, prazos confusos e dificuldades técnicas. Segundo os educadores, essas barreiras parecem ter como objetivo limitar a participação dos candidatos, ferindo princípios fundamentais como a legalidade, transparência e igualdade de oportunidades, essenciais em qualquer seleção pública.
Os profissionais enfatizam que a educação demanda respeito, compromisso e responsabilidade. Para eles, as medidas que dificultam o acesso ao processo seletivo e retiram direitos adquiridos revelam uma grave falta de diálogo com a categoria.
Diante dessa situação, os educadores exigem:
1. A revisão imediata do corte da regência de classe;
2. A simplificação e maior clareza no processo de inscrição;
3. Transparência nos critérios adotados para a seleção;
4. Respeito aos profissionais da educação e à legislação vigente.
Os participantes do processo seletivo afirmam que continuarão atentos e mobilizados, buscando os meios legais e institucionais necessários para garantir seus direitos e a valorização da educação pública. Vale lembrar que, anteriormente, a categoria contava com uma presidente do sindicato, Jovita, que sempre defendeu os interesses dos trabalhadores da educação com determinação e força.
